Clínica T

Clínica Médica Dentária em Lisboa por Pedra Silva Arquitetos.

Porque é que um espaço de saúde tem de ser um espaço frio?

Lisboa, 17 de abril de 2012 – Esta pergunta foi a base da nossa proposta. A verdade é que existem várias atividades num espaço clínico, umas ligadas aos tratamentos propriamente ditos e outras ligadas a espaços sociais e de receção. Embora se considere que os espaços de tratamento são centrais numa clínica dentária, a presente proposta vem reforçar o lado mais social e humano dos espaços de saúde, apresentando dois ambientes distintos e opostos: o espaço clínico e o espaço de estar. O primeiro é um espaço de rigor, higiene e profissionalismo, lugar cuidadosamente branco que aspira a confiança e a serenidade do paciente. O segundo é um espaço de encontro, descontração e conforto, características psicologicamente distantes do ambiente clínico.

A premissa da dualidade espacial e funcional foi conseguida através da introdução de um volume dinâmico e curvilíneo que percorre todo o espaço disponível e encerra um novo espaço interior, permitindo uma leitura: cheio/vazio, claro/escuro ou rigor/relaxe. O vazio é o espaço intersticial visível do exterior funciona como espaço de receção e de espera da clínica, o cheio é o espaço dentro do volume que encerra todas as atividades clínicas.

Para reforçar a dualidade, revestiu-se, pelo exterior, o volume de configuração orgânica com uma textura de mosaico espelhado que gera múltiplos reflexos de luz em todo o espaço de espera, num ambiente mais escurecido, inesperado e sofisticado. Este espaço exterior ao volume configura uma série de zonas contíguas com funções diferentes como a recepção, o atendimento, a espera e a circulação para as zonas clínicas. Contudo, a perceção é de um grande espaço, com uma só imagem.

O espaço clínico aproveita esta organicidade exterior do volume para se expandir segundo algumas necessidades espaciais específicas, perfazendo, no seu conjunto, uma distribuição simples de corredor distributivo único para os consultórios e dependências clínicas. Como forma de ampliar o espaço do interior do volume facilita-se a dilatação do olhar, através de planos de vidro que permitem a visibilidade entre os vários espaços e, através deles, a consciência do interior do grande volume lema desta obra.

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Ficha Técnica
Arquitectura: Pedra Silva Arquitectos
Equipa: Dina Castro, Hugo Ramos, Maria Rita Pais, Jette Fyhn, André Góis Fernandes, Ricardo Sousa
Localização: Lisboa, Portugal
Área: 149m2
Ano: 2011
Empreiteiro: Sabrab Engenharia
Fotografia: João Morgado


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